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09/06/2020 – Panorama de mercado semanal

09 de junho , 2020 | em #MeuCâmbio |

Acompanhe semanalmente a evolução da cotação do dólar, euro e saiba tudo que pode influenciar o preço das moedas. Com a Meu Câmbio você tem acesso a toda a informação que precisa para escolher a melhor hora de realizar suas operações cambiais.

Cenário interno

Economia

  • Em meio às incertezas sobre os impactos da pandemia de coronavírus no país e no mundo, o mercado brasileiro aumentou a expectativa em relação a uma contração do PIB (Produto Interno Bruto) em 2020, segundo os dados do Relatório Focus divulgado dia 05/06 pelo Bacen. Seguem principais dados das medianas de mercado para 2020:
    • PIB: Queda de 6,48%
    • IPCA: 1,53%
    • Câmbio: R$/US$ 5,40
    • Selic: 2,25%
  • O Brasil perdeu peso importante nas carteiras de investidores estrangeiros em meio ao aumento do risco político, à fraca atividade econômica e aos juros historicamente baixos. Gestores ouvidos pelo ‘Estadão/Broadcast’ calculam que, nos fundos globais, a participação do País, que já foi de 2,5%, caiu para 0,3% no fim de maio, a menor desde 2015, ano marcado pela recessão e pela crise política que desencadeou o impeachment de Dilma Rousseff. Nas carteiras dedicadas aos mercados emergentes, a fatia baixou para 7%, também o menor nível desde 2015. Gestores alertam ainda para o risco de, com os juros perto de zero, não só estrangeiros deixem de aplicar aqui, mas também brasileiros comecem a remeter recursos para o exterior. Nos fundos dedicados a emergentes, o Brasil chegou a ter participação de 16,5% em 2011, mesmo nível da China. Desde então, Coreia do Sul, Índia e Taiwan passaram a ter maior participação nessas carteiras que os ativos brasileiros, mostram dados da consultoria americana EPFR. A China tem hoje fatia perto de 30%. (Fonte: Estadão)
  • Aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros, a caderneta de poupança voltou a atrair o interesse dos brasileiros em meio à pandemia provocada pelo novo coronavírus (covid-19). No mês passado, os investidores depositaram R$ 37,2 bilhões a mais do que retiraram da aplicação, informou nesta quinta-feira (4) o Banco Central. Em maio do ano passado, os brasileiros tinham sacado R$ 718,7 milhões a mais do que tinham depositado. Essa foi a maior captação líquida para todos os meses desde o início da série histórica, em 1995. Com o resultado do mês passado, a poupança acumula entrada líquida de R$ 63,9 bilhões nos cinco primeiros meses do ano. (Fonte: Agência Brasil)
  • O fluxo cambial total do ano até 29 de maio foi negativo em US$ 9,651 bilhões, informou nesta quarta-feira, 3, o Banco Central. No mesmo período de 2019, o resultado havia sido positivo em US$ 3,164 bilhões. O resultado do ano está diretamente ligado aos efeitos da pandemia de covid-19 sobre a economia. Em meio à crise, investidores aceleraram em março e abril o envio de dólares a outros países, em movimento de busca por segurança. Em maio, porém, houve fluxo de entrada líquida de recursos no País. (Fonte: Folha Vitória)
  • O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, afirmou nesta sexta-feira que a projeção para um déficit primário em torno de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2020 pode ser considerada, na conjuntura atual, “otimista”. “Dez por cento do PIB para o déficit primário em 2020 passou a ser uma estimativa otimista. Se algum dos programas (de auxílio) for renovado para além de três meses, e parte da arrecadação para ser paga no segundo semestre postergada, o déficit primário será maior”, afirmou Mansueto em videoconferência promovida pela Verde Asset Management. (Fonte: UOL)
  • A crise econômica provocada pela pandemia do coronavírus deve agravar o déficit da Previdência Social e ameaça retardar os efeitos da reforma. Enquanto que, para 2020, já estava previsto um déficit no Regime Geral da Previdência Social (RGPS) que girava em torno de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB), a recessão junto aos efeitos da crise da covid-19 aumenta o tamanho do rombo para ao menos 3,8% do índice. As novas regras de aposentadorias e pensão foram aprovadas em 2019 para tentar equilibrar as contas do sistema previdenciário brasileiro. No ano passado, o déficit do RGPS ficou em R$ 213,2 bilhões. O montante equivale a cerca de 3% do PIB de 2019. Para 2020, a Lei Orçamentária Anual (LOA) já previa um rombo maior, de R$ 241,2 bilhões. Antes da pandemia, isso representava em torno de 3,1% do PIB. Com o efeito da recessão ainda incalculável do coronavírus, somado ao aumento do desemprego e à falência das empresas, o déficit deve subir para ao menos 3,8% do PIB. (Fonte: GaúchaZH)
  • Os gastos do governo para sustentar a economia farão o Brasil sair da pandemia do novo coronavírus com a segunda maior dívida bruta entre os países emergentes. Projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), compiladas pelo ‘Estadão/Broadcast’, mostram que a dívida bruta, hoje em 89, 51% do Produto Interno Bruto (PIB), deve chegar a 98,24% no fim deste ano e se manter no mesmo patamar em 2021. Em um conjunto de 36 países emergentes e de renda média, o porcentual será inferior apenas ao de Angola, de 132,24% do PIB no fim deste ano. O aumento da dívida bruta é uma das principais referências para avaliação, por parte das agências de classificação de risco, da capacidade de solvência de um país. Quanto maior a dívida, maior o risco de calote. As projeções do FMI não incluem três países emergentes – Líbia, Argentina e Venezuela, por não entregarem informações. (Fonte: Estadão)
  • Em uma ação inédita contra o Brasil, que barra qualquer pretensão de se ampliar acordos comerciais com os EUA, 24 deputados democratas da Comissão de Orçamento e Tributos (Ways and Means) da Câmara dos Deputados dos EUA informaram na quarta-feira o escritório comercial da Casa Branca que “têm fortes objeções à busca de qualquer acordo comercial ou à expansão de parcerias comerciais com o Brasil do presidente Jair Bolsonaro”. (Fonte: Estadão)
  • O governo brasileiro aproveitou a melhora no cenário internacional para fazer ontem uma captação externa de US$ 3,5 bilhões de títulos da dívida externa, com bônus de 5 anos e 10 anos de prazo de vencimento, de acordo com dados do Tesouro Nacional. A operação teve demanda de até US$ 18 bilhões pelos papéis e animou a área econômica, que viu nisso um sinal de interesse de investidores pelos títulos soberanos do País. Foi a primeira emissão do Brasil depois que a pandemia da covid-19 foi decretada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) – que aumentou a aversão ao risco global. O governo foi ao mercado internacional num momento em que vários países já estão saindo do isolamento social, com reação positiva nos mercados (mais informações nesta página). O custo da operação, no entanto, ficou um pouco maior por causa do prêmio de risco na fase pós-covid-19. (Fonte: Estadão)
  • Em abril de 2020, a produção industrial caiu 18,8% frente a março de 2020 (série com ajuste sazonal), queda mais acentuada desde o início da série histórica, em 2002, refletindo os efeitos do isolamento social provocado pela pandemia da Covid-19. Esse é o segundo mês seguido de queda na produção, acumulando nesse período perda de 26,1%. Em relação a abril de 2019 (série sem ajuste sazonal), a indústria recuou 27,2%, sexta queda consecutiva e o recorde negativo da série histórica nessa comparação. A indústria acumulou redução de 8,2% no ano. No acumulado em 12 meses, a indústria recuou 2,9%. (Fonte: Agência de notícias – IBGE)

Empresas

  • Empresas de países emergentes têm encontrado receptividade no mercado externo para emitirem papéis de dívida, após dois meses de ressaca causada pela covid-19. Nesse período, apenas companhias de alta qualidade de países desenvolvidos seguiram captando dinheiro lá fora. Alguns especialistas calculam haver a possibilidade de serem anunciadas até US$ 5 bilhões em novas operações brasileiras, a partir das próximas semanas. Não está muito claro quem serão os novos nomes. Esta semana, comentou-se que Suzano poderia ir ao mercado, por conta de encontros com investidores estrangeiros. Na pauta das reuniões, porém, estariam outros temas e não uma eventual emissão. A Braskem é outro nome que passou a circular nas rodinhas virtuais sobre potenciais emissores brasileiros. Na semana passada, a Petrobrás captou US$ 3,25 bilhões no exterior. (Fonte: Estadão)
  • Em meio às medidas para mitigar a crise causada pela covid-19, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou ontem a criação de uma linha de crédito para financiar a cadeia de fornecedores de grandes empresas, que funcionarão como “âncoras” das operações. A linha terá orçamento inicial de R$ 2 bilhões, e as empresas do varejo deverão ser as primeiras a tomar os empréstimos. (Fonte: Estadão)

No cenário externo:

  • Os Estados Unidos criaram 2,5 milhões de vagas de emprego no mês passado, empurrando a taxa de desemprego para 13,3%, ante 14,7% em abril. Os dados são do relatório de emprego, conhecido como payroll, divulgado nesta sexta-feira, 5, pelo Departamento do Trabalho. O resultado surpreendeu o mercado, contrariando as expectativas do consenso. Economistas consultados pelo The Wall Street Journal, por exemplo, esperavam que a economia americana fechasse cerca de 8,33 milhões de vagas em maio, elevando a taxa de desemprego para 19,5%. Segundo os dados do relatório, a economia dos EUA perdeu 22,1 milhões de empregos entre março e abril, mas reabriu 2,5 milhões de vagas em maio. (Fonte: TradeMap)
  • O Banco Central Europeu (BCE) fortaleceu e ampliou nesta quinta-feira (4) seu arsenal de apoio à economia, uma vez que o impacto do novo coronavírus promete ser sentido por vários anos. Forjado em março e inicialmente dotado de 750 bilhões de euros até o final do ano para comprar títulos públicos e privados, o programa PEPP foi inflado em 600 bilhões de euros, anunciou um porta-voz. Também foi estendido para “pelo menos o final de junho de 2021”, um sinal de que a resposta monetária ao choque sanitário levará mais tempo do que o inicialmente esperado. (Fonte: UOL)
  • A produtividade nos Estados Unidos caiu 0,9 ponto percentual no primeiro trimestre de 2020 em relação ao último trimestre de 2019, abaixo dos 2,5% esperados, segundo dados publicados pelo Departamento do Trabalho. O déficit comercial dos Estados Unidos, por outro lado, subiu 16,7% em abril, em meio ao colapso das exportações devido à pandemia de coronavírus, segundo dados oficiais divulgados nesta quinta. O déficit da balança comercial foi de US$ 49,4 bilhões. (Fonte: UOL)
  • A Argentina voltou a restringir a entrada de produtos importados, em razão de problemas cambiais, e pelo menos 10 mil veículos estão parados em portos do país à espera de autorização para desembarque. A maioria deles é de modelos fabricados no Brasil. O problema preocupa as montadoras brasileiras de todos os segmentos – automóveis, caminhões e máquinas agrícolas pelo impacto que pode ter nas exportações ao país vizinho, maior comprador de veículos brasileiros. As vendas ao mercado argentino já vinham em forte declínio em razão da crise econômica local e, agora, também por causa da crise provocada pela pandemia do coronavírus. Para as fabricantes instaladas na Argentina o receio é a falta de componentes para a produção local, boa parte também adquirida no Brasil. O problema ocorre num momento em que as fábricas de ambos países estão retomando a produção após cerca de dois meses de quarentena por causa da covid-19. (Fonte: Terra)
  • As vendas no varejo da zona do euro caíram a um novo recorde em abril, mas não com tanta força como esperado, com quedas em quase todos os itens, incluindo alimentos e bebidas, durante um mês inteiros de restrições devido ao coronavírus. As vendas nos 19 países que usam o euro caíram 11,7% em abril sobre março e 19,6% na comparação anual, informou a agência de estatísticas Eurostat nesta quinta-feira (4). As expectativas do mercado eram de recuo de 15,0% e 22,3% respectivamente, de acordo com pesquisa da Reuters junto a economistas. (Fonte: G1)
  • Um importante grupo de credores da Argentina disse nesta terça-feira que sua proposta de reestruturação está alinhada com uma avaliação do FMI sobre o que seria sustentável, e pediu que seja alcançado um acordo para evitar que o país fique preso em um default caro. O Comitê de Credores da Argentina, um dos três grupos de detentores de títulos envolvidos em negociações para reformular a dívida externa de 65 bilhões de dólares do país, disse que sua proposta fornecerá 35 bilhões de dólares em títulos elegíveis e 70 bilhões de dólares em alívio geral da dívida externa. A Argentina e seus credores trocaram contrapropostas para reestruturar a dívida, aproximando-se de um acordo, apesar de ambos os lados indicarem que ainda existe uma lacuna significativa a ser superada para que um pacto abrangente seja alcançado. (Fonte: Money Times)
  • Adiadas em função da pandemia de coronavírus, as negociações pós-Brexit entre Londres e Bruxelas foram retomadas nesta terça-feira (2), mas sem esperanças de sair do bloqueio – apesar da pressão e do risco de um “não acordo”. Em declarações ao jornal francês “Le Monde”, o negociador europeu Michel Barnier classificou a situação como “grave” e pediu aos britânicos “mais realismo”. (Fonte: G1)
  • As exportações da China caíram em maio, atingidas pela pandemia de coronavírus que segue derrubando a demanda global. Enquanto isso, uma queda mais acentuada que a esperada nas importações sinalizou pressão crescente sobre fábricas do país. As leituras de comércio da segunda maior economia do mundo colocam pressão sobre autoridades do país para adotarem mais medidas de estímulo para um setor que é crítico para a renda de mais de 180 milhões de pessoas. O comércio externo representa cerca de um terço da economia da China. (Fonte: Estadão)

Dólar e aversão ao risco

(índice de volatilidade dos preços das opções do S&P 500)

O VIX trabalhou na última semana na média de 26,212. A volatilidade ainda continua muito alta, mas com valores abaixo do pico de 16/03 onde trabalhou na faixa de 82,60.

Perspectivas

A previsão do dólar para 2020

As expectativas dos 95 economistas consultados pelo Banco Central são:

  • Valor mínimo esperado: de R$ 5,00 para R$ 4,87
  • Valor médio esperado: de R$ 5,59 para R$5,46
  • Valor máximo esperado: de R$ 6,12 para R$ 6,10

Previsão para PIB

As expectativas dos 72 economistas consultados pelo Banco Central são:

Previsão para IPCA

As expectativas dos 105 economistas consultados pelo Banco Central são:

Dólar americano hoje:

No fechamento de 08/06, o dólar comercial operava em queda de 2,73% cotado a 4,8544

O Dólar Turismo neste mesmo horário é oferecido pela Meu Câmbio a R$ 5,093 + IOF.

Dólar / Real
PeríodoVariaçãoTaxa
08/jun/20-2,73%4,8544
Na semana-9,91%5,3884
No mês-10,74%5,4387
No ano21,00%4,0118

Euro hoje:

No fechamento de 08/06, o euro operava em queda de 2,71%, cotado a R$ 5,483.

O Euro Turismo neste mesmo horário é oferecido pela Meu Câmbio a R$ 5,771 + IOF.

Euro / Real
PeríodoVariaçãoTaxa
08/jun/20-2,71%5,4830
Na semana-8,57%5,9970
No mês-7,96%5,9570
No ano22,01%4,4940

Próximos eventos internacionais relevantes

DataHorárioMoedaEventoPrevisão AtualÚltima Previsão
WedJun 103:45amEURFrench Industrial Production m/m-20.0%-16.2%
 10th-15thCNYM2 Money Supply y/y11.3%11.1%
 10th-15thCNYNew Loans1600B1700B
 9:30amUSDCPI m/m0.0%-0.8%
  USDCore CPI m/m0.0%-0.4%
 11:30amUSDCrude Oil Inventories -2.1M
 3:00pmUSDFOMC Economic Projections  
  USDFOMC Statement  
  USDFederal Funds Rate<0.25%<0.25%
  USDFederal Budget Balance-600.0B-737.9B
 3:30pmUSDFOMC Press Conference  
ThuJun 112:30amEURFrench Final Private Payrolls q/q-2.3%-2.3%
 5:00amEURItalian Industrial Production m/m-24.0%-28.4%
 All DayEUREurogroup Meetings  
 9:30amUSDCore PPI m/m-0.1%-0.3%
  USDPPI m/m0.1%-1.3%
  USDUnemployment Claims1550K1877K
 11:30amUSDNatural Gas Storage 102B
 2:01pmUSD30-y Bond Auction 1.34|2.3
FriJun 1211th-18thCNYForeign Direct Investment ytd/y -6.1%
 3:45amEURFrench Final CPI m/m0.0%0.0%
 5:00amEURItalian Quarterly Unemployment Rate 9.7%
 6:00amEURIndustrial Production m/m-20.0%-11.3%
 9:30amUSDImport Prices m/m0.6%-2.6%
 11:00amUSDPrelim UoM Consumer Sentiment75.072.3
  USDPrelim UoM Inflation Expectations 3.2%

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