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Análise Econômica Semanal Meu Câmbio – 12/04/2022

12 de abril , 2022 | em #MeuCâmbio |

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Economia

Cenário interno

Com a greve do Banco Central excepcionalmente esta semana não traremos os dados econômicos e as perspectivas para economia divulgada no relatório Focus.

Fachada do Banco Central do Brasil
Fachada do Banco Central do Brasil

Os sindicatos que representam os servidores do Banco Central (BC) afirmaram, nesta segunda-feira (11), que a reunião que havia sido combinada para hoje com o presidente do órgão, Roberto Campos Neto, para tratar da greve e das demandas da categoria foi adiada.

A expectativa do Sindicato Nacional dos Funcionários do BC (Sinal) e da Associação Nacional dos Analistas do BC (ANBCB) é que o encontra ocorra nesta terça-feira (12), na parte da manhã, mas ainda falta confirmação do gabinete de Campos Neto. Questionado sobre o encontro, o BC não se pronunciou oficialmente.

(Infomoney)

Inflação

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, classificou como “bastante alto” o núcleo da inflação. Ele se manifestou “surpreso” com a aceleração de 1,62% apresentada em março para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA). As declarações foram feitas em evento transmitido pela internet.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA de março foi a maior taxa para um mês de março desde a implantação do Plano Real, em 1994.

Entre as justificativas para o resultado, Campos Neto citou índices relacionados a “processos industriais”, que, segundo ele, não caíram da forma como era esperado. Já o setor de serviços reagiu, segundo Campos neto, “mais ou menos” da forma esperada, referindo-se à inflação represada do setor.

“Os núcleos de inflação estão bastante altos, e as surpresas de curto prazo têm um pedaço que foi gasolina e outro que foi vestuário, que veio muito forte. A gente então olha a cadeia e vê se tem alguma coisa mais informativa no longo prazo”, disse.

“A gente entende que tem um choque de energia em cima de um choque que já vinha. A gente vê a difusão, que foi uma das mais altas que já tivemos”, acrescentou.

Campos Neto, no entanto, disse que, apesar da surpresa causada pelos resultados inflacionários, acredita em uma melhora futura da situação, quando a alta da taxa básica de juros refletir com mais intensidade na economia.

(Fonte: Agência Brasil)

PIB

A nova projeção do Banco Central (BC) para o crescimento da economia em 2021 ficou praticamente estável. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – passou de 4,6% para 4,7%.

A informação consta do Relatório de Inflação, publicação trimestral do BC, divulgada hoje (30).

Segundo o órgão, a projeção depende da continuidade do esfriamento da pandemia de covid-19, da diminuição dos níveis de incerteza econômica ao longo do tempo e da manutenção do regime fiscal de controle das contas públicas. Entretanto, há fatores que restringem o ritmo de recuperação no segundo semestre deste ano e durante o ano seguinte.

“No curto prazo, choques de oferta afetam negativamente atividade e consumo. Adicionalmente, o ciclo de aperto monetário, cujos efeitos devem ser sentidos principalmente em 2022, tende a diminuir o ritmo de fechamento do hiato [da crise econômica]”, diz o relatório.

(Fonte: Agência Brasil)

Câmbio

Após momentos de tensão na semana passada, o dólar caiu pela segunda vez consecutiva e voltou a ficar abaixo de R$ 4,70. Influenciada pelo nervosismo no mercado internacional, a bolsa de valores caiu mais de 1% e encerrou no menor nível em três semanas.
O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (11) vendido a R$ 4,69, com recuo de R$ 0,018 (-0,35%). A cotação operou em alta durante a maior parte do dia, chegando a R$ 4,74 na máxima da sessão, por volta das 9h20. No meio da tarde, no entanto, a moeda inverteu a tendência e passou a operar em queda.

Com o desempenho de hoje, o dólar acumula queda de 1,49% em abril. Em 2022, o recuo chega a 15,89%.

(Fonte: Agência Brasil)

Mercado Brasileiro

A bolsa brasileira fechou em baixa nesta segunda-feira (11), acompanhando os principais mercados mundiais, em meio a um pregão marcado pela cautela, com investidores se posicionando para a divulgação de dados de inflação dos Estados Unidos ainda nesta semana – com preocupações de que a alta dos preços justifique o aperto monetário na maior economia do mundo, o que deve trazer consequências.

O Ibovespa recuou 1,16%, aos 116.952 pontos, após oscilar entre 116.952 e 118.320 pontos. O volume financeiro foi de R$ 25,9 bilhões.

A moeda americana fechou em baixa perante o real e outras moedas emergentes. O dólar à vista fechou em queda de 0,39%, a R$ 4,690, após oscilar entre R$ 4,678 e R$ 4,739.

No aftermarket, às 17h10, os juros futuros sobem em bloco, após o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, classificar a inflação de março do país, divulgada na última sexta-feira, como uma “surpresa” e dizer que o BC está aberto a analisar o cenário se houver algo diferente do padrão.

Um dos setores mais prejudicados pelas restrições impostas pela pandemia da Covid-19, o segmento de shoppings tem dado sinais de retomada. Além dos recentes resultados apresentados pelos complexos, fusões e aquisições no setor estão estimulando ainda mais o apetite do mercado pelos fundos imobiliários do segmento, que oferecem descontos de até 22%.

Em paralelo às negociações do setor, a retomada das vendas e da circulação das pessoas nos shoppings tem animado os gestores e estimulado o mercado cada vez a mais se posicionar no segmento.

As vendas nos shopping centers do País registraram alta de 10,6% em fevereiro, de acordo com dados divulgados na semana passada pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). No acumulado do ano, as vendas acumulam uma alta de 10,3%.

O resultado positivo está em linha com o otimismo do mercado em relação à recuperação dos fundos imobiliários do setor, um dos segmentos que mais sofreram com as restrições impostas pela pandemia, tendo inclusive de fechar as portas por alguns meses.

(Fonte: InfoMoney)

No mercado local, alguns pontos merecem destaques:

  • Nossa inflação está muito alta’, diz presidente do BC. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reconheceu que a trajetória de preços já “está muito alta”, assim como os núcleos de inflação, que são mais sensíveis à atividade econômica e à taxa básica de juros. Por isso, a surpresa inflacionária do mês passado será “bastante” debatida, segundo ele. As declarações tiveram repercussão no mercado, com os juros futuros passando a precificar maior probabilidade de o ciclo de alta da Selic continuar depois de maio. (Valor)
  • Propostas no Congresso em ano eleitoral ampliam gastos em R$ 46 bi, calcula Economia. O apetite do Congresso Nacional por medidas eleitoreiras disparou um alerta na equipe econômica para a chance do avanço de propostas que ameaçam a sustentabilidade das finanças não só da União, mas principalmente de estados e municípios. (Folha)
  • Governo avalia reajuste apenas a policiais, Receita, BC e AGU. O governo tem na mesa três opções de negociação de reajustes com servidores para tentar aplacar o movimento de paralisações e greve, que ganhou adesões nas últimas semanas. As alternativas envolvem um aumento de R$ 400 no auxílio-alimentação, um reajuste salarial de 4% a 5% para todas as carreiras, ou ainda um aumento concentrado em categorias com maior poder de pressão. (Folha)
  • Meta de 2023 deve prever rombo de R$ 66 bilhões e contas do governo só voltam ao azul em 2025. O governo deve enviar ao Congresso Nacional, até 15 de abril, um Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) com a previsão de um déficit fiscal de R$ 66 bilhões em 2023. Além das projeções para o próximo ano, os técnicos do governo estimaram um déficit fiscal de R$ 28 bilhões em 2024 e um superávit primário de R$ 33 bilhões em 2025. (Estadão)
  • Terceira via decide lançar um só candidato à sucessão de Bolsonaro. Em reunião realizada ontem, em Brasília, dirigentes do MDB, PSDB, União Brasil e Cidadania fecharam uma aliança e anunciaram que vão divulgar o nome de quem representará o grupo na disputa ao Palácio do Planalto no dia 18 de maio. (Estadão)

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Cenário externo

A última semana foi de uma guinada “hawkish” (mais dura sobre a inflação e sinalizando aumento de juros) para o Federal Reserve, começando pelas falas mostrando maior preocupação com os preços e de perspectiva de endurecimento da política monetária vindas de integrantes da autoridade monetária consideradas “dovish”, passando pela ata do Federal Open Market Committee (Fomc) e terminando ainda com declarações “duras” de mais integrantes do Fed. Mais falas estão no radar nesta semana, devendo ser acompanhadas de perto pelos investidores.

Os índices futuros dos EUA operam perto da estabilidade na manhã desta terça-feira (12), enquanto as bolsas da Europa recuam mais acentuadamente, com os investidores se preparando para um importante relatório de inflação, o CPI, nos EUA (9h30), que sustenta as apostas mais agressivas para o juro.

Já os mercados asiáticos fecharam mistos, com os investidores monitorando os desenvolvimentos em torno da situação da Covid na China, bem como os movimentos do iene japonês em meio à desvalorização da moeda.

As bolsas da China se recuperaram parcialmente das pesadas perdas de segunda -feira, oscilando entre território positivo e negativo em negociações agitadas antes de fechar em alta nesta terça-feira.

Os dados de inflação americana devem mostrar um aumento anual de 8,4% nos preços – o nível mais alto desde dezembro de 1981 – de acordo com economistas consultados pela Dow Jones, com o aumento dos custos dos alimentos, aluguéis e preços da energia esperados como os principais contribuintes para o aumento.

Juntamente com o CPI de março, os investidores aguardam o início da temporada de resultados que começará na quarta-feira com o JPMorgan e a Delta Air Lines, seguidos por vários grandes bancos na quinta-feira.

Os preços do petróleo sobem e recuperam parte das perdas da sessão anterior, à medida que os temores de uma desaceleração da demanda na China diminuíram depois que Xangai relaxou algumas restrições relacionadas ao COVID-19, e a Opep alertou que seria impossível aumentar a produção o suficiente para compensar a perda de oferta russa.

(Fonte: InfoMoney)

No mercado internacional, outros pontos que merecem destaques:

  • Li, primeiro-ministro da China, emite terceiro alerta sobre crescimento, com o Covid cobrando seu preço. O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, emitiu um terceiro alerta em menos de uma semana sobre os riscos de crescimento no país, sugerindo maior preocupação com as perspectivas da economia, já que os lockdowns generalizados provocados pelo Covid têm interrompido a produção e o consumo. (Bloomberg)
  • Fed sinaliza ritmo mais rápido de aumentos da taxa de juros e provável redução do balanço. Autoridades do Federal Reserve sinalizaram que poderão aumentar os juros em meio ponto percentual já a partir da próxima reunião, no início de maio, além de começar a reduzir sua carteira de ativos de US$ 9 trilhões, como parte de seu mais agressivo esforço em mais de duas décadas para conter as pressões de preços. (WSJ)
  • Preços dos alimentos avançam para maiores recordes com a guerra desencadeando o caos na oferta. Os preços globais dos alimentos estão subindo no ritmo mais rápido de todos os tempos, à medida que a guerra na Ucrânia estrangula a oferta de safras, acumulando mais inflação para os consumidores e agravando a crise global da fome. (Bloomberg)
  • Com as taxas de hipoteca aumentando, os vendedores de imóveis nos EUA temem que o tempo para lucrar esteja acabando . O clima entre os vendedores imobiliários parece ter mudado nas últimas semanas, indo da apatia para a urgência em relação às perspectivas de aumento nos juros, disseram consultores financeiros e agentes imobiliários. Os vendedores estão buscando conselhos sobre a melhor forma de controlar o mercado e domar sua ansiedade. (WSJ)
  • Finlândia e Suécia devem se juntar à OTAN no verão. Autoridades dos EUA disseram que a adesão à OTAN de ambos os países nórdicos foi “um tópico de discussão e várias sessões” durante conversas entre os ministros das Relações Exteriores da aliança na semana passada, com a presença de Suécia e Finlândia. A candidatura da Finlândia está prevista para junho, com a Suécia em seguida. (Thetimes.co.uk)
  • Autoridade do BOJ alerta contra volatilidade excessiva nos movimentos do iene. Um funcionário importante do Banco do Japão (BOJ) alertou na segunda-feira que a volatilidade excessiva nos movimentos do iene pode prejudicar o crescimento, depois que a desvalorização da moeda além do patamar de 125 ienes por dólar levantou preocupações sobre riscos mais amplos para a economia dependente de importações. (Reuters)

Dólar e aversão ao risco

(índice de volatilidade dos preços das opções do S&P 500)

O VIX trabalhou nessa semana na média de 20,88 contra 19,61 da semana anterior.

VIX Index - Indice VIX de volatilidade - medida de aversão a risco - Meu Câmbio - 11-04-2022
Gráfico do Índice de volatilidade do S&P 500 (VIX).

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MERCADO

Dólar americano:

No fechamento de 11/04, o dólar comercial operava em queda de 0,39% cotado a 4,6904

Dólar / Real
PeríodoVariaçãoTaxa
11/abr/22-0,39%4,6904
Uma semana0,49%4,6081
No mês-17,62%5,5759
No ano-17,62%5,5759
12 meses-12,86%5,3711

Euro comercial:

No fechamento de 11/04, o euro operava em queda de 0,35%, cotado a R$ 5,1040.

Euro / Real
PeríodoVariaçãoTaxa
11/abr/22-0,35%5,1040
Uma semana-1,01%5,0550
No mês-20,94%6,3140
No ano-20,94%6,3140
12 meses-21,74%6,5140

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Agenda da Semana

DataHorárioMoedaEventoPrevisão AtualÚltimo dado
SunApr 10All DayEURFrench Presidential Election  
TueApr 126:00amEURZEW Economic Sentiment-43.0-38.7
  EURGerman ZEW Economic Sentiment-41.0-39.3
 9:30amUSDCPI m/m1.2%0.8%
  USDCore CPI m/m0.3%0.5%
 1:10pmUSDFOMC Member Brainard Speaks  
 2:01pmUSD10-y Bond Auction2.72|2.41.92|2.5
WedApr 13 3:00amGBPCPI y/y 6.2%
 9:30amUSDPPI m/m 0.8%
  USDCore PPI m/m 0.2%
 2:01pmUSD30-y Bond Auction 2.38|2.5
ThuApr 148:45amEURMain Refinancing Rate 0.00%
  EURMonetary Policy Statement  
 9:30amEURECB Press Conference  
  USDCore Retail Sales m/m 0.2%
  USDRetail Sales m/m 0.3%
  USDUnemployment Claims 166K
 11:00amUSDPrelim UoM Consumer Sentiment 59.4
 4:50pmUSDFOMC Member Mester Speaks  
FriApr 159:30amUSDEmpire State Manufacturing Index -11.8

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