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Análise Econômica Semanal Meu Câmbio – 26/01/2021

26 de janeiro , 2022 | em #MeuCâmbio |

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Economia

Cenário interno

Boletim Focus para 2021:

  • IPCA: 5,15% (+)
  • PIB: 0,29% (=)
  • Câmbio: R$/US$ 5,60 (=)
  • Selic: 11,75% (=)

Boletim Focus - Previsão da cotação do dólar e dos principais indicadores de acordo com pesquisa do BCB de 26-01-2022 - Blog Meu Câmbio
Boletim do Banco Central do Brasil com a expectativa do dólar e dos principais indicadores econômicos.

Inflação brasileira

Instituições financeiras consultadas semanalmente pelo Banco Central (BC) estimam, em boletim divulgado hoje (24), que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), inflação oficial do país, deve fechar 2022 em 5,15%. Há uma semana, a projeção do mercado era que a inflação terminasse o ano em 5,09%. Há quatro semanas, era 5,03%.

O boletim Focus reúne a projeção do mercado para os principais indicadores econômicos do país. Na estimativa desta semana, o Focus indica a mesma variação do Produto Interno Bruto (PIB) registrada há sete dias, de 0,29%. Há quatro semanas, o mercado previa crescimento da economia brasileira de 0,42%.

Taxa de juros e câmbio

A previsão do mercado para a taxa básica de juros, a Selic, em 2022, também ficou estável em relação ao divulgado na semana passada, 11,75% ao ano. Há quatro semanas, a projeção era que a Selic fecharia 2022 em 11,5% ao ano.
A taxa, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) está atualmente em 9,25% ao ano. Na próxima reunião do órgão, em fevereiro, o Copom já sinalizou que deve elevar a Selic em mais 1,5 ponto percentual.

Para o fim de 2023, a estimativa é que a taxa básica caia para 8% ao ano, a mesma da semana passada. Para 2024, a previsão para a Selic é 7% ao ano, índice igual ao da semana anterior.

A expectativa do mercado para a cotação do dólar em 2022 também se manteve igual ao projetado na semana passada, R$ 5,60. No próximo ano, a projeção é de alta no câmbio. Para 2023, a previsão da cotação do dólar subiu de R$ 5,46 para R$ 5,50 e, para 2024, se manteve estável em R$ 5,40.

(Fonte: Agência Brasil)

Mercado Brasileiro

Na agenda econômica brasileira, a prévia do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) de janeiro será divulgada na quarta-feira, antes da abertura da Bolsa. O Itaú acredita que o índice venha com uma variação mensal positiva de 0,43%, fazendo com que o acumulado de 12 meses chegue a 10,04% (de 10,42% em dezembro). O Bradesco prevê alta mensal de 0,45%. Por outro lado, o banco acredita que passagens aéreas e combustíveis, como gasolina e etanol, deve apresentar alguma deflação nessa leitura.

Na sexta-feira (28), a Fundação Getúlio Vargas vai divulgar o IGP-M referente a janeiro. Para o Itaú, o índice usado para reajuste de alguns contratos de aluguel, deve apresentar alta mensal de 1,99%, acumulando alta de 17,10% no período de doze meses.

Números do mercado de trabalho também são destaque na semana. Os dados de criação de emprego do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) de dezembro estão previstos para sair na quinta-feira (27). Na sexta-feira, sai a taxa de desemprego de novembro medida pela Pnad Contínua e que, segundo o Itaú, deve ficar em 11,5%.

As transações correntes do governo devem ser publicadas na quarta-feira e o Itaú prevê déficit de US$ 5,9 bilhões em dezembro – um ano antes, o saldo tinha ficado negativo em US$ 8,5 bilhões. Porém, a previsão do banco é que o Brasil tenha encerrado 2021 com um déficit de US$28,3 bilhões, maior que o de 2020.

Por fim, na sexta-feira, o Banco Central vai reportar seu tradicional relatório com estatísticas sobre crédito. O documento compila o volume de empréstimos feitos ao longo do mês de dezembro e a taxa de inadimplência alcançada no período. Após uma semana de alta do Ibovespa, na contramão de Wall Street, que fechou na pior semana desde março de 2020, o contrato do Ibovespa futuro com vencimento em fevereiro de 2022 registrava queda de 0,38%, a 109.125 pontos, de acordo com cotação das 9h09 (horário de Brasília) desta segunda-feira (24).

No mercado local, alguns pontos merecem destaques:

  • Na sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou a Lei Orçamentária Anual (LOA), que fixa a programação das despesas em R$ 4,7 trilhões. Divulgada nesta segunda-feira no Diário Oficial, a lei estipula reajuste de R$ 1,7 bilhão para servidores públicos, mas não especifica para quais categorias os recursos serão destinados. Anteriormente, o aumento estava previsto para policiais federais, policiais rodoviários federais e agentes de segurança do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), o que vem impulsionando a mobilização de servidores de outras categorias por reajustes, em especial fiscais da Receita e funcionários do Banco Central.
  • A partir desta segunda-feira (24), as ações LAME3 e LAME4 deixarão de ser negociadas na B3 e vão ser incorporadas pela Americanas (AMER3). Cada acionista de Lojas Americanas vai receber 0,188964 ação de Americanas, para cada ação ordinária ou preferencial que possuir.
  • O Ministério da Economia quer acelerar a publicação de uma medida provisória para tentar ampliar a concorrência no setor de logística e distribuição de combustíveis. O objetivo seria “desverticalizar” o mercado de combustíveis, na intenção de reduzir preços e permitir que concorrentes da Petrobras (PETR3;PETR4) tenham acesso à infraestrutura da Transpetro.

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Cenário externo

Depois de uma semana de poucos indicadores econômicos, janeiro entra na reta final e os próximos dias prometem ser agitados, com o Banco Central dos Estados Unidos (Federal Reserve) no foco das atenções. O Comitê de Mercado Aberto da autoridade monetária (Fomc, na sigla em inglês) começa na próxima terça-feira (25) uma reunião de dois dias e ao final do encontro deve anunciar algumas decisões.

“Mesmo que o Fed ainda não deva iniciar o processo de normalização dos juros em seu próximo encontro, na quarta-feira, a reunião será importante para o mercado calibrar as expectativas em relação aos próximos passos da autoridade monetária norte-americana”, dizem os analistas do Bradesco.

A maioria dos 45 economistas que participaram de uma pesquisa da Bloomberg acredita que o Fed usará a reunião para comunicar um aumento, em março, de 0,25 ponto percentual nos juros, para combater as pressões inflacionárias nos EUA. Dois dos economistas consultados na pesquisa esperam um acréscimo ainda maior, de 0,50 ponto.

O presidente do Fed, Jerome Powell, participará de entrevista coletiva depois do anúncio, na quarta-feira (26). “Vemos o Fed entregando a primeira de quatro altas de 0,25 ponto percentual este ano no encontro de março e depois anunciando um ajuste mais agressivo de seus balanços em julho”, escreveram os analistas do Morgan Stanley.

Na quinta-feira (27), será conhecida a primeira estimativa preliminar do Produto Interno Bruto (PIB) americano, referente ao quarto trimestre de 2021.

O Ibovespa acompanha o cenário de maior tensão no exterior, com forte queda das bolsas europeias, entre 1,2% e 2,4%, seguindo também as perdas de sexta-feira nos mercados americanos.

No mercado internacional, outros pontos que merecem destaques:

  • O mercado de câmbio pode abrir em alta, em meio a cautela fiscal no Brasil e a aversão ao risco no Exterior, em semana de decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), na quarta-feira. O dólar opera em alta lá fora antepares principais e frente também a maioria das divisas emergentes e ligadas a commodities. Com a busca de proteção, os juros dos Treasuries recuam, com alta respectiva dos preços.
  • Os índices futuros americanos passaram a ter leves perdas nesta segunda-feira (24). Na semana passada, o índice S&P 500 teve sua pior semana desde março de 2020, recuando 5,7% em meio a resultados heterogêneos divulgados pelas empresas e preocupações quanto à perspectiva de alta de juros. O índice fechou abaixo de sua média móvel de 200 dias pela primeira vez desde junho de 2020. O Dow perdeu 4,6%, em sua pior semana desde outubro de 2020; e o Nasdaq perdeu 7,6%, em sua quarta semana consecutiva com desempenho negativo. Assim, o índice está mais de 14% abaixo de seu patamar recorde de novembro.
  • A tensão no leste europeu contribui para a alta dos preços do petróleo nesta segunda-feira. Outro fator é a tensão nos Emirados Árabes Unidos, onde caminhões petroleiros sofreram um ataque mortífero por meio de um drone comandado por rebeldes houthi do Iêmen na semana passada. Além disso, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep+), o que inclui a Rússia, está tendo dificuldades em atingir sua meta de elevação da produção.

Dólar e aversão ao risco

(índice de volatilidade dos preços das opções do S&P 500)

O VIX trabalhou nessa semana na média de 24,05 contra 18,94 da semana anterior.

VIX Index - Indice VIX de volatilidade - medida de aversão a risco - Meu Câmbio - 26-01-2022
Gráfico do Índice de volatilidade do S&P 500 (VIX).

Perspectivas

A previsão do dólar para fim de janeiro 2022

As expectativas dos 109 economistas consultados pelo Banco Central são:

  • Valor mínimo esperado: R$ 5,20 (=)
  • Valor médio esperado: R$ 5,55 (-)
  • Valor máximo esperado: R$ 5,80 (-)
Expectativa de cotação do dólar para 2022 segundo relatório focus do BCB em 26-01-2022
Expectativa do dólar comercial para 2021 para Jan-22, Fev-22 e Mar-22 segundo Boletim Focus BCB.

Previsão para PIB

As expectativas dos 92 economistas consultados pelo Banco Central são:

Expectativa do PIB para 2022, 2023 e 2024 segundo relatório focus do BCB em 26-01-2022
Expectativa do PIB para 2022, 2023 e 2024 segundo Boletim Focus BCB.

Previsão para IPCA

As expectativas dos 133 economistas consultados pelo Banco Central com atualizações nos últimos 5 dias são:

Expectativa do IPCA para 2021, 2022 e 2023 segundo relatório focus do BCB em 26-01-2022
Expectativa do IPCA para 2022, 2023 e 2024 segundo Boletim Focus BCB.

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MERCADO

Dólar americano:

No fechamento de 24/01, o dólar comercial operava em alta de 0,88% cotado a 5,5032.

Dólar / Real
PeríodoVariaçãoTaxa
24/jan/220,88%5,5032
Uma semana-0,42%5,5266
No mês-1,30%5,5759
No ano-1,30%5,5759
12 meses5,83%5,1998

Euro comercial:

Euro hoje:

No fechamento de 24/01, o euro operava em alta de 0,71%, cotado a R$ 6,2300.

Euro / Real
PeríodoVariaçãoTaxa
24/jan/220,71%6,2300
Uma semana-1,14%6,3020
No mês-1,33%6,3140
No ano-1,33%6,3140
12 meses-1,61%6,3320

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Agenda da Semana

DataHorárioMoedaEventoPrevisão AtualÚltima Previsão
MonJan 243:15amEURFrench Flash Services PMI55.357.0
 3:30amEURGerman Flash Manufacturing PMI56.957.4
  EURGerman Flash Services PMI47.948.7
 4:30amGBPFlash Manufacturing PMI57.757.9
  GBPFlash Services PMI53.953.6
  9:45amUSDFlash Manufacturing PMI56.957.7
  USDFlash Services PMI54.957.6
TueJan 254:00amEURGerman ifo Business Climate94.194.7
 10:00amUSDCB Consumer Confidence111.9115.8
WedJan 2610:30amUSDCrude Oil Inventories 0.5M
 2:00pmUSDFOMC Statement  
  USDFederal Funds Rate<0.25%<0.25%
 2:30pmUSDFOMC Press Conference  
ThuJan 278:30amUSDAdvance GDP q/q5.3%2.3%
  USDAdvance GDP Price Index q/q6.0%6.0%
  USDCore Durable Goods Orders m/m0.4%0.9%
  USDDurable Goods Orders m/m-0.5%2.6%
  USDUnemployment Claims260K286K
 10:00amUSDPending Home Sales m/m-0.3%-2.2%
FriJan 288:30amUSDCore PCE Price Index m/m0.5%0.5%
 10:00amUSDRevised UoM Consumer Sentiment68.868.8

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