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Panorama de mercado

24 de março , 2020 | em #MeuCâmbio |

Cenário interno

Economia

  • Para combater os efeitos negativos da epidemia de coronavírus sobre o sistema financeiro, o Banco Central já anunciou a disponibilidade de R$ 1,216 trilhão para os bancos brasileiros. A cifra, divulgada ontem pelo próprio BC, equivale a 16,7% do PIB. Os recursos têm como objetivo manter a liquidez no sistema – ou seja, a disponibilidade de dinheiro para que as instituições financeiras possam fazer normalmente suas operações com os clientes (empresas e pessoas físicas). Não significa, no entanto, que essa enxurrada de recursos vai ser emprestada pelos bancos – até porque tomar empréstimo em meio à crise é uma decisão dos clientes. Mesmo assim, chama a atenção o fato de que o anúncio de recursos já é substancialmente superior ao verificado após a crise econômica global de 2008. Na época, o BC proveu liquidez de R$ 117 bilhões, o equivalente a 3,5% do PIB. O objetivo dessas medidas, reforçou ontem o Banco Central, é prover liquidez ao mercado financeiro. “Vai haver liquidez para todo o sistema”, afirmou o diretor de Política Monetária do BC, Bruno Serra, durante coletiva virtual com jornalistas.
    • Entre as medidas para combater o efeito da pandemia sobre o sistema financeiro estão a redução das alíquotas de compulsório sobre depósitos a prazo, de 31% para 25%, e a diminuição da parcela dos recolhimentos compulsórios considerados no Indicador de Liquidez de Curto Prazo (LCR) dos bancos. Estas duas medidas, anunciadas em 20 de fevereiro, representam a injeção de R$ 135 bilhões no sistema.
    • O BC também anunciou nova redução das alíquotas dos compulsórios, de 25% para 17%. A medida, que valerá até 14 de dezembro, representa um adicional de R$ 68 bilhões para o sistema financeiro.
    • O BC também promoveu uma flexibilização nas regras das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) – um título emitido por instituições financeiras para obter recursos para financiar o setor agrícola. Pelo cálculo do BC, isso permitirá um adicional de R$ 2,2 bilhões de recursos para os bancos.
    • Uma quarta medida anunciada pelo BC está ligada à possibilidade de empréstimos aos bancos com lastro em Letras Financeiras (LF) garantidas por operações de crédito. Na prática, a autarquia vai emprestar dinheiro aos bancos, tomando LF como garantia. Essa medida tem potencial de liberação de R$ 670 bilhões para as instituições. (Fonte: Estadão)
  • O Banco Central (BC) lançou o “BR Code” que deve substituir o QR Code tradicional em pagamentos por celular em maquininhas, por exemplo. As empresas têm até seis meses para se adequarem ao novo padrão. Atualmente, o consumidor já pode pagar, em alguns casos, utilizando um aplicativo de banco ou fintech apenas direcionando a câmera para um QR Code disponibilizado pelo comerciante na máquina de cartão de crédito. Neste caso, o QR Code vai substituído pelo BR code. Segundo o BC, o novo padrão deve aumentar a transparência para os usuários, melhorar o acesso à informação e a competição no setor. A partir da implementação do BR Code, os prestadores de serviço vão ter que informar qual arranjo de pagamento (por exemplo, a bandeira do cartão ou fintech) está sendo utilizada naquela compra. Com a unificação do código, o BC espera fomentar a competição no setor, facilitando a escolha do arranjo de pagamento tanto para o vendedor como para o consumidor. (Fonte: O Globo)
  • O BNDES anunciou ontem as primeiras medidas para tentar reduzir o impacto do novo coronavírus na economia. O banco disse que vai destinar R$ 55 bilhões – o mesmo valor do seu desembolso em 2019 – para reforçar o caixa das empresas e apoiar trabalhadores. Outras medidas serão divulgadas nas próximas semanas, segundo o presidente do banco, Gustavo Montezano, e vão envolver ajuda a Estados e municípios, além de companhias aéreas, turismo, bares e restaurantes, segmentos mais atingidos pela pandemia. O banco anunciou a transferência de recursos do Fundo PIS-Pasep para o FGTS, no valor de R$ 20 bilhões, para possibilitar o saque extraordinário dos trabalhadores. A medida, no entanto, já havia sido anunciada na semana passada, e não adiciona novidade ao pacote. Já em relação às empresas que têm financiamento com o banco, a decisão foi pela suspensão temporária do pagamento de parcelas de financiamentos diretos para empresas no valor de R$ 19 bilhões, e de R$ 11 bilhões para financiamentos indiretos. As micro, pequenas e médias empresas terão ampliação de crédito de R$ 10 milhões para R$ 70 milhões, a fim de aumentar o capital de giro. (Fonte: Estadão)
  • O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, reduzir a Selic (a taxa básica da economia) em 0,5 ponto porcentual, de 4,25% para 3,75% ao ano. Este é o sexto corte consecutivo da taxa no atual ciclo, após período de 16 meses de estabilidade. Com isso, a Selic está agora em um novo piso da série histórica do Copom, iniciada em junho de 1996. Desde o início do atual ciclo, o Copom havia aplicado quatro reduções de 0,5 ponto porcentual e uma de 0,25 p.p., na reunião passada. (Fonte: UOL)
  • O Banco Central informou nesta quarta-feira (18) que comprará de investidores, de maneira provisória, títulos da dívida externa brasileira. Essa compra vai valer por um mês, ou seja, depois desse período o título será revendido àquele investidor. O pagamento das operações será feito em dólares, como nos chamados leilões de linha (venda de moeda, com compromisso de recompra no futuro). “A medida entra em vigor nesta data [quarta-feira, 18], e visa a garantir o bom funcionamento dos mercados”, informou a instituição, por meio de nota. O BC ainda informou que o estoque de “global bonds” no mercado, passível de ser recomprado provisoriamente, é de US$ 31 bilhões. Na carta circular, que regulamenta a medida, o BC informou que a venda à vista do título soberano será liquidada em dois dias úteis após a contratação e que a correspondente recompra ocorrerá em até trinta dias corridos após a liquidação da venda. O BC comunicou, ainda, que os títulos soberanos vendidos ao Banco Central serão comprados com desconto de 10% em relação a seu valor de mercado. (Fonte: G1)
  • O Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) abriu as torneiras para que bancos centrais em 9 países tenham acesso a dólares, na expectativa de impedir que a epidemia de coronavírus cause uma crise econômica global, prevendo até US$ 60 bilhões para o Brasil. Os países são: Austrália Brasil Coreia do Sul Dinamarca México Noruega Nova Zelândia Singapura Suécia O Fed disse que os swaps, em que o banco central norte-americano aceita outras moedas como garantia em troca de dólares, permitirá, pelo menos pelos próximos seis meses, que os bancos centrais desses países acessem um total combinado de até US$ 450 bilhões, dinheiro que vai garantir que o sistema financeiro dependente de dólares continue a funcionar. Os novos instrumentos vão garantir o fornecimento de liquidez de até US$ 60 bilhões cada para os BCs de Austrália, Brasil, Coreia, México, Cingapura e Suécia. Os outros BCs terão acesso a US$ 30 bilhões cada. (Fonte: UOL)
  • Menos de dez dias após baixar para 2,1% a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, o governo federal revisou novamente a estimativa e passou a prever uma expansão de apenas 0,02% para este ano, ou seja, uma estabilidade. O número foi divulgado pelo Ministério da Economia por meio do relatório de receitas e despesas do orçamento de 2020. A nova revisão da estimativa foi motivada pelo efeito da pandemia do coronavírus no nível de atividade da economia. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. (Fonte: G1)

No cenário externo:

  • As negociações entre Reino Unido e União Europeia sobre a relação pós-Brexit foram adiadas por causa do coronavírus, o que aumenta a pressão para que o primeiro-ministro britânico Boris Johnson adie a saída definitiva do país do bloco no fim do ano. A rodada de discussões, que seria realizada por videoconferência, poderia ser retomada ao longo da semana, segundo duas pessoas com conhecimento do assunto que não quiseram ser identificadas. (Fonte: UOL)
  • O Banco Central Europeu (BCE) anunciou nesta quarta-feira o lançamento de um mecanismo de 750 bilhões de euros para a compra de títulos das dívidas pública e privada, para tratar de reduzir os efeitos da pandemia do coronavírus. O Programa de Compras de Emergência por Pandemia terá caráter temporário e estará em vigor até que o BCE considere que “a fase crítica do coronavírus COVID-19 está superada, mas em qualquer caso seguirá até o final deste ano”, destaca um comunicado da instituição. Logo em seguida, o presidente francês, Emmanuel Macron, declarou seu “apoio total às medidas excepcionais” adotadas pelo BCE, e avaliou que os países do bloco devem apoiar a economia “com intervenções orçamentárias e maior solidariedade financeira na zona do euro”. O anúncio ocorre apenas seis dias após o mesmo BCE lançar um pacote de estímulo a bancos que não conseguiu acalmar os mercados financeiros. Este novo pacote para a compra de bônus da dívida foi anunciado após os 25 integrantes do Conselho do BCE realizarem uma teleconferência. Em sua nota, o BCE afirma que está “comprometido em desempenhar seu papel de apoiar os cidadãos da zona do euro neste momento extremamente desafiador”. (Fonte: Estado de Minas)
  • A Fitch revisou nesta quinta-feira, 19, sua projeção para o crescimento econômico global, de 2,5% esperados em dezembro de 2019 para “apenas 1,3%” agora, afirma a agência em relatório. “A crise do coronavírus está esmagando o PIB global”, diz o título do documento, que traz declaração de Brian Coulton, economista-chefe da Fitch, segundo a qual “para todas as intenções e propósitos, estamos em território de recessão global”. (Fonte: Isto é)
  • A Argentina vai precisar de uma reestruturação importante de sua dívida com credores privados, no momento em que a pandemia do novo coronavírus e seu impacto econômico exacerba a situação financeira “complexa” do país, disse nesta sexta-feira a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva. “Será necessário um alívio substancial por parte dos credores privados para restabelecer a sustentabilidade” da dívida do país sul-americano, disse Georgieva em comunicado, após assinalar que “atender a estes problemas se tornou ainda mais urgente à luz da pandemia e devido a seu importante impacto econômico e sobre a saúde pública”. “Incentivamos um processo de negociação colaborativa entre a Argentina e seus credores privados com o objetivo de chegar a um acordo que envolva alta participação”, acrescentou. No final de uma missão ao país, o organismo multilateral já havia apontado no mês passado que a dívida da Argentina “não é sustentável”, pedindo aos credores privados que a viabilizassem. (Fonte: Isto é dinheiro)
  • O ex-vice-presidente dos Estados Unidos Joe Biden teve mais uma terça-feira de vitórias na campanha pela nomeação do partido democrata para disputar a Casa Branca contra Donald Trump. Biden ganhou do senador Bernie Sanders na Flórida e em Illinois. (Fonte: Estadão)
  • A pandemia de coronavírus fez o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) adiar a realização do Censo Demográfico de 2020 para 2021. A coleta de dados do levantamento censitário em todos os lares brasileiros, que começaria no dia 1.º de agosto deste ano, agora terá início em 1.º de agosto de 2021, com duração de três meses. (Fonte: Estadão)
  • Os consumidores que decidiram evitar contatos mais diretos com outras pessoas para se proteger do novo coronavírus estão ampliando as compras pela internet. Na primeira quinzena deste mês, foi registrada alta de 30% a 40% nos pedidos online em relação ao igual período do ano passado, segundo entidades do setor. Os produtos que dispararam em vendas foram aqueles ligados à proteção da saúde, em especial o álcool gel e, nos últimos dias, alimentos. (Fonte: Estadão)
  • A paralisação da economia por conta dos efeitos do novo coronavírus levou o Ibovespa, o principal índice da B3, a ter a maior queda entre indicadores semelhantes das principais Bolsas do mundo em 2020. A retração chegou a 42% até o pregão da última sexta-feira. As empresas listadas na Bolsa paulista perderam R$ 1,746 trilhão em valor de mercado no período. Outros índices de Bolsas que estão entre as maiores quedas são o da Rússia (RTSI), com perda acumulada de cerca de 38% desde o início do ano; da Bolsa das Filipinas (-38%); o principal índice da bolsa da Hungria (36%); e o da Itália (o FTSE MIB) – país que se tornou o novo epicentro da pandemia do coronavírus, mas ainda assim com queda menor do que a registrada pelo Ibovespa (de 33%). Nas Filipinas, as operações da Bolsa local chegaram a ser suspensas na semana passada por tempo indeterminado. Além da rápida mudança nas expectativas para a economia do País, que deve entrar em período de recessão, analistas apontam pelo menos outra razão para a diferença nos índices de retração: o fato de a Bolsa brasileira entrar só agora em um período de “maturidade”, com a chegada de maior número de investidores pessoas físicas. (Fonte: Estadão)

Dólar e aversão ao risco

(índice de volatilidade dos preços das opções do S&P 500)

Altíssima volatilidade apresentada pelo mercado acionário americano, fez o VIX trabalhar acima dos 75 pontos (Máxima de 18/03), chegando na média da última semana de 70,31.

Perspectivas

A previsão do dólar para 2020

As expectativas dos 109 economistas consultados pelo Banco Central são:

  • Valor mínimo esperado: R$ 3,85
  • Valor médio esperado: R$ 4,75
  • Valor máximo esperado: R$ 5,15

Previsão do PIB para 2020

As expectativas dos 80 economistas consultados pelo Banco Central são:

Previsão do IPCA para 2020

As expectativas dos 124 economistas consultados pelo Banco Central são:

Dólar americano hoje:

As 15:45hs, o Dólar comercial operava em queda de 1,02%, cotado a 5,0824

O Dólar Turismo neste mesmo horário é oferecido pela Meu Câmbio a R$ 5,176 + IOF.

Dólar
Período Variação
24/mar/20 -1,02%
1 semana 1,47%
1 mês 15,70%
No ano 26,69%

Euro hoje:

As 15:45hs o Euro operava em queda de 0,78%, cotado a R$ 5,466.

O Euro Turismo neste mesmo horário é oferecido pela Meu Câmbio a R$ 5,652 + IOF.

Euro
Variação Variação
24/mar/20 -0,78%
1 semana -0,78%
1 mês 14,62%
No ano 21,63%

Próximos eventos internacionais relevantes:

Data Horário Moeda Evento Previsão Atual Última Previsão
WedMar 25  6:00am EUR German Final ifo Business Climate 87.9 87.7
  9:30am USD Core Durable Goods Orders m/m -0.4% 0.8%
    USD Durable Goods Orders m/m -1.0% -0.2%
ThuMar 26 9:30am USD Unemployment Claims 1500K 281K
    USD Final GDP q/q 2.1% 2.1%
  All Day All G20 Meetings    
FriMar 27 9:30am USD Core PCE Price Index m/m 0.2% 0.1%
    USD Personal Spending m/m 0.3% 0.2%

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